quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Enfrentar dificuldades!

Sempre escutei: “Devemos agradecer as dificuldades que passam em nossas vidas”. Pois, isso nos “Permite crescer e galgar no caminho do paraíso” (Roemmers). E só quem passou por uma dificuldade e a venceu, sabe o quanto isso é verdade.
Ontem ao sairmos do Hospital Municipal de NH, onde fui visitar minha tia, eu e minha mãe caminhávamos naquele calor e “sol de rachar” pensei alto:
- Se tivesse um carro, não estávamos caminhando nesse sol forte!
E antes que minha mãe pudesse falar algo, conclui:
-Mas um dia eu terei, porque tudo que se ganha no suor é mais gostoso!
E não me refiro apenas aos bens materiais (nesse caso, algo útil e não supérfluo), pois, naquele momento lembrei minha formatura (que foi uma conquista suada e prazerosa) e que havia ficado emocionado ao cantar com meus colegas a música “Pescador de ilusões”, da banda O Rappa, onde o refrão é assim: “valeu a pena, êê!! Valeu a pena, êê! Sou pescador de ilusões, pescador de ilusões”.
Às vezes, vejo conhecidos reclamando de problemas tão pequenos (sei que para eles devem ser grandes), como se fossem impossíveis de resolvê-los. Cada um enfrenta os problemas da sua maneira, reage de uma forma. Alguns conseguem tomar logo à frente, outros demoram um pouco e outros ficam “sentados” esperando que alguém resolva.
Aprendi ao longo dessa minha vida, que o negócio é sempre tentar e sempre de um jeito diferente, ou seja, criativo. Se não dá de sozinho, chame ajuda,se não dá com jeito, vai na força (menos quando se fala em sexo, aí se torna crime), se não dá agora, espera um pouco. Mas o certo é nunca desistir.
Atualmente, algumas dificuldades voltaram para a minha vida. Meu pai será novamente internado para tratar de sua depressão. Mesmo sendo difícil, ao menos agora não é uma “novidade”. Aprendi muito da primeira vez, os erros que cometi são certos que não irão acontecer novamente.
Afinal, meu pai foi meu herói, meu bandido. E vou fazer de tudo para que ele não desista de sua recuperação, ajudá-lo-ei a enfrentar tudo isso, para que um dia ele possa brincar de vovô com meu filho, no tapete da sala de estar. Não estou expondo o meu pai, só não quero e não vou ficar mudo pra falar de amor para ele. 

Nenhum comentário: