A memória é uma coisa muito interessante. Eu sou um cara que quase sempre deixa a memória falhar. E algumas vezes acabo em situações constrangedoras, do tipo, não lembrar o nome, não lembrar o que falei ou até mesmo do que fiz. E por vezes me sinto um cara estranho. Mas, lembro-me daquele ditado “errar é humano”. E se erra demais é ser mais humano? Creio que sim. Afinal, quando percebo que algumas pessoas que admro demais comentem falhas e estas são aquelas que também cometeria acho muito engraçado.
Ontem uma amiga conseguiu quase me matar do coração ao “perder” algo de valor material e sentimental. Chorava, e eu tentando de maneira ridícula consolar, porque nessas horas o melhor a fazer é ficar quieto, mas o inconsciente manda abrir a boca e quando isso acontece vem aquelas frases clichês que não servem pra nada. Apenas pra consolar quem está falando “Sim! Está fazendo sua parte, continue assim!”.
Depois de alertar o mundo se descobre que o “perdido” não é perdido. Estava ali o tempo todo. E a preocupação passa e o momento da risada aparece. Mas, confesso que estava rindo não apenas da cara dela, mas da minha também, pois, teria feito o mesmo. E lembrei o quanto é bom cuidarmos de nossas coisas.
E não digo apenas da material, estou falando também cuidarmos de nós e dos outros. Naquele momento de terror e pânico, estava ciente que iria continuar ali até o último momento, que iria fazer de tudo para ajudá-la e se sentir melhor. Amigos são feitos assim, alguns minutos antes estávamos nos divertindo e pra se divertir, vamos falar a verdade, nem sempre precisa ser amigo, conhecido já basta. Mas naqueles momentos ruins é que os amigos aparecem. E não era apenas eu, eram outros que também faziam a sua parte.
Acho que esse caso serve como lição para várias coisas, mas principalmente quando se fala de respeito.
Música para ouvir: Porque a gente é assim? - Barão Vermelho
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